CICLO 1ACTOR 1MÚSICO

do outro lado da canoa

05 - 06 jul 

casa da cultura

21h30

SINOPSE

Para uns, Guerra Colonial ou do Ultramar, para outros, Guerra da Libertação... Para ambas as fações uma designação comum: Guerra.

São muitos os poetas, e muitas horas de viagem em palavras portuguesas de cá e lá. Todos com uma dor comum, uma dor que, a ter nome, poderá apenas chamar-se Guerra.

Uma dor que se entranhou, que se instalou, que não se deixou esquecer, desvanecer, que não se conseguiu perdoar.

Como é que se pode escolher uma só voz?

Como escolher um só poeta, e calar todos os outros que precisaram também exorcizar o que o tempo foi incapaz de apagar?

E entre tantos poetas, ergue-se uma voz no feminino, africana, que de tanto colocar o dedo na ferida, exige mais que o passado. Exige futuro, justiça, exige construir. Porque é preciso não esquecer que é difícil perdoar, mas é na construção que encontramos a palavra Humanidade.

FICHA TÉCNICA

Universo poético | Alda Espirito Santo

Direcção Artística | Tatiana Neves Rocha

Interpretação | Teresa Arcanjo

Músico | Pedro Rijo

Som e Luz | Ivan Castro

Design  | Ana Rodrigues

Cenografia, adereços e figurino | Ana Rodrigues

Produção | Susana Paixão

desenho (revolução)

SINOPSE

Um desenho (revolução) é um solo que invoca a poesia de Ana Hatherly para trabalhar a ideia de revolução, guerra e memória. Como é que trabalhas a memória de uma revolução? Como é ser observador de uma revolução, independentemente da sua extensão: profunda ou íntima. Simultaneamente, e a par da poesia de Ana Hatherly, um desenho (revolução) procura esvaziar a palavra revolução do seu valor simbólico, reduzindo-a e simplificando-a a um esboço, a uma representação visual e gestual, e trabalhando-a como uma anotação repetitiva de uma lembrança. É um solo que se faz de imagem, reiteração, memória e gesto, e tende a investigar como é que a poesia de Hatherly que se transforma e dissolve muitas vezes em imagem e desenho, tornando-se ilegível, se pode dissolver também em movimento e gesto.

FICHA TÉCNICA

Universo poético | Ana Hatherly

Direcção Artística | Tatiana Neves Rocha

Interpretação | Carminda Soares

Músico | João Nunes

Som e Luz | Ivan Castro

Design  | Ana Rodrigues

Cenografia, adereços e figurino | Ana Rodrigues

Produção | Susana Paixão

12 - 13 jul 

casa da cultura

21h30

PRESA IRREGULAR

SINOPSE

E se as mulheres tivessem ido para a guerra? Disfarçadas, camufladas, não identificáveis. Um corpo vestido de soldado é só mais um soldado que morreu.

Ela não queria ouvir a guerra a partir da rádio de casa. Ela não queria um irmão morto a chegar pelas vozes dos generais. Antes eu que tu, antes eu que tu. Morrer por morrer, morreria ela a tentar.

A mulher foi presa, mas em nenhuma altura deixou cair a máscara, a palavra a e honra intactas até ao fim. Afinal, foi tão soldado quanto os outros. E nem na prisão esse pacto consigo própria foi destruído.

Uma peça que vive dos alertas e acontecimentos da guerra, uma paciente que não tem nome, que não tem ninguém. Só lhe restam as memórias de uma guerra emancipada e os ouvintes que ouvem e não se poderão esquecer.

A partir do universo poético de Luís Pacheco, que escreveu depois de ter regressado da guerra colonial - para onde foi forçado a ir pelo seu pai.

FICHA TÉCNICA

Universo poético | Alda Espirito Santo

Direcção Artística | Tatiana Neves Rocha

Interpretação | Xana Novais

Músico | António Aresta

Som e Luz | Ivan Castro

Design  | Ana Rodrigues

Cenografia, adereços e figurino | Ana Rodrigues

Produção | Susana Paixão

19 - 20 jul 

casa da cultura

21h30

cobra

26 - 27 jul 

casa da cultura

21h30

SINOPSE

Cobra é uma prosopopeia que nos traz os ecos da memória de uma cobra sobre uma África dual: uma África livre, aberta, vigorosa, e ao mesmo tempo, uma África fechada em medo, fragilidade, guerra e morte. Trata-se de uma memória cicatriz, que se vai

desvanecendo, modificando e mesmo assim permanecendo.

Partindo da desconstrução do ciclo de poemas Cobra de Herberto Hélder, trazemos a palco uma perspetiva animal sobre uma África dividida em dois. Trata-se de uma performance que se vai transformando e renovando. Servimo-nos da metáfora da

cobra que muda de pele permanecendo contudo igual a si mesma, assim como a identidade se baseia no renovar-se, por vezes de maneira livre, ocupando um espaço auto-definido, por vezes de maneira violenta e forçada de um ambiente invadido, que

chega a ocupar a pele prepotentemente.

FICHA TÉCNICA

Universo poético | Herberto Helder

Direcção Artística | Tatiana Neves Rocha

Interpretação | Maria Soares

Músico | Gabriel Costa

Som e Luz | Ivan Castro

Design  | Ana Rodrigues

Cenografia, adereços e figurino | Ana Rodrigues

Produção | Susana Paixão

© 2017 - Lendias d'Encantar. 

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